Saturday, December 02, 2006











A liberdade das pombas a voar , é poesia que me faz sonhar nas noites quentes de Timor .


Esta foto foi tirada ontem enquanto sentado na praia de Santana consegui registar esta imagem bonita, de paz e cheia de poesia.


Caro leitor, poeta, ensaista, etc. manda-nos um poema para ilustrar esta foto

Obrigado

Maracujá Maduro

3 comments:

Anonymous said...

POMBAS ANGELICAS DE TIMOR

QUERO VOAR BEM ALTO
PARA FUGIR A ESTA SOLIDAO
POMBAS DE TIMOR MEUS AMORES
TENHAM DO DESTE CORACAO

QUERO TER A VOSSA LIBERDADE
DE VOAR,VOAR INCESSANTEMENTE
PARA DIZER A TODO O MUNDO
QUE TIMOR SERA SEMPRE INDEPENDENTE

VOAREI DE SANTANA A VIQUEQUE
PASSANDO POR MANATUTO E BAUCAU
VOLTAREI POR MAUBISSE E MALIANA
COM PARAGEM NA LINDA UATOCARBAU

FINALMENTE POUSAREI NO CRISTO REI
LA PARA OS LADOS DA AREIA BRANCA
VOU TRAZER UMA BELA MENSAGEM
DE AMOR, PAZ E MUITA ESPERANCA

(DEDICO ESTE POEMA A TODOS OS COLEGAS DA FAMOSA TURMA ESPECIAL
DA EX-ESCOLA PROFESSOR SILVA CUNHA)

UM ABRACO

MAU DICK

António Veríssimo said...

Amigo Maracujá

Parabéns, o T N S está mexendo e com uma participação muito razoável.
Muito bom.

Aqui vai uma modesta colaboração e um abraço repleto de amizade.


SOL PARA TODOS

Procuro a madrugada de murmúrios
que corre na ribeira
Sei que ela traz corpos despedaçados
Almas famintas das verdades que nos ocultam
Julgando-nos mortos por estarmos
Inertes na eira
E o sol que não nasce
Para aquecer as letras do poema
Que diz
a desgraça de um povo atraiçoado
Vem sol!
Vem aquecer tudo de que nos despojaram
As casas, os animais, os filhos
Vem sol!
Vem e olha a minha cidade
Olha longamente todo o meu país
Aquece a minha intacta dignidade
Afasta de todos nós os imbecis
Afasta todos que não nos deixam
Encontrar na madrugada os murmúrios
De paz e liberdade
Vem sol!

Anonymous said...

POMBA BRANCA - MAX

Pomba branca pomba branca
Já perdi o teu voar
Naquela terra distante
Toda coberta pelo mar
Pomba branca pomba branca
Já perdi o teu voar
Naquela terra distante
Toda coberta pelo mar
Fui criança e andei descalço
Porque a terra me aquecia
E eram longos os meus olhos
Quando a noite adormecia
Vinham barcos dos países
Eu sorria vê-los sonhar
Traziam roupas felizes
As crianças dos países
Nesses barcos a chegar
Pomba branca pomba branca

Depois mais tarde ao perder-te
Por ruas de outras cidades
Cantei meu amor ao vento
Porque sentia saudades
Saudades do meu lugar
Do primeiro amor da vida
Desse instante aproximar
Os campos do meu lugar
À chegada e à partida
Pomba branca pomba branca.


De Maximiano de Sousa (Max) e Vasco de Lima Couto