Wednesday, February 14, 2007

"Patinha Linda" de Mau Dick



PATINHA LINDA

HA MUITOS, MUITOS ANOS
AINDA EU ERA UMA CRIANCA
TINHA UMA PATA NAO MARRECA
ERA UMA BONITA PATA GANSA

ERA UMA PATA DE RABO ALCADO
TREPADORA E MUITO RUIDOSA
MAS ERA UMA PATA LINDA
CHAMAVA-SE "PATA GULOSA"

UM DIA A MINHA PATA GULOSA
ENCONTROU O PATO MARRECO
LEVOU UMA PATADA NAS COSTAS
DAI NASCEU UM GIGANTE PATARRECO

FREQUENTOU A FACULDADE PATINHAS
E FORMOU-SE EM PATARGANSALA
ACABARAM-LHE COM O PIU
NUM JANTAR DE GRANDE GALA

5 comments:

Anonymous said...

PARA O MEU AMIGO AMIO


NAS MONTANHAS DOS ABACATES NASCESTE
NUNCA ORASTE HOMILIAS EM CASA SAGRADA
POIS NA ESCOLA SO ALDRABICE APRENDESTE
GRANDE CHOQUE PRA TUA FAMILIA DANADA

CONTINUAS REZANDO PAI-NOSSO AVE-MARIA
MAS TEUS PECADOS CONTINUAM AUMENTANDO
DESDE OS TEMPOS DE ESCOLA LA NA SACRISTIA
E SO O DIABO TE CONTINUA ALIMENTANDO

POLITICO DE MEIA TIGELA FOSTE E SERAS
TRABALHO PERTO DO MAR TE ENRIQUECEU
OS CHINAS PAGAVAM A TI E AO BRAZ
AQUELE PEQUENO MUNDO TE ENLOUQUECEU

ASSINASTE E DE CASACA MUDASTE
TRAINDO OS QUE SEMPRE TRAISTE
PERDESTE UM OLHO NADA GANHASTE
ES UM AMIGO BURRO E MUITO TRISTE

Anonymous said...

Maracuja!

Lina Pata Marreca nao da minha autoria.

Um Abraco

Mau Dick

Anonymous said...

MARACUJA!

AS MELHORAS.ESPERO QUE NAO PATINES.
JA LA VAO 4 DIAS QUE NAO TE BEJO!

CHARLES DOS TOMATES

António Veríssimo said...

Ora viva!
Então o Maracujá está doente?
Espero que breve se restabeleça de uma vez por todas!
Um abraço para todos.

Desta vez proponho que me permitam recordar uma vez mais Zeca Afonso.
Hoje de forma mais vincada e solene, por motivo de no próximo dia 23 passarem exactamente 2= anos que faleceu.


MORREU O ZECA! VIVA O ZECA!

Em 23 de Fevereiro de 1987, faz agora 20 anos, em pleno inverno, no Outono da vida, morreu Zeca Afonso.
Sem pé-de-meia, sem fundo de maneio, sem saco azul, sem subsídios, sem ajudas de custo, sem reforma.
Morreu como sempre viveu, pobre, à 3ª badalada da madrugada de 23 de Fevereiro.
Num leito anónimo do hospital de Setúbal, acontecia o triste epílogo duma morte anos antes anunciada: morria o poeta, morria o cantor, morria o amigo, morria o companheiro, morria o Zeca.
Nascido em 2 de Agosto de 1929, em Aveiro, menino de ouro de uma família conservadora, tendo sido o pai nomeado Procurador da República em Angola, depois em Moçambique e finalmente em Timor.

Angola e Moçambique ainda o Zeca conheceu na sua infância, mas a Timor nunca foi. Lá por isso, ninguém duvide que faria canções no auge da opressão indonésia, como tantos outros, dedicando a sua arte ao heróico povo que continua a sofrer.

CANÇÃO DA PACIÊNCIA

Muitos sóis e luas irão nascer
Mais ondas na praia rebentar
Já não tem sentido ter ou não ter
Vivo com o meu ódio a mendigar

Tenho muitos anos para sofrer
Mais do que uma vida para andar
Bebo o fel amargo até morrer
Já não tenho pena sei esperar

A cobiça é fraca melhor dizer
A vida não presta para sonhar
Minha luz dos olhos que eu vi nascer
Num dia tão breve a clarear

As águas do rio são de correr
Cada vez mais perto sem parar
Sou como o morcego vejo sem ver
Sou como o sossego sei esperar

José Afonso

António Veríssimo said...

Caro Maracujá

Certamente aconteceu algo anormal ou então a sua "máquina" avariou, ou simplesmente não está com disposição para o "blog".
Acontece que há amigos que estão preocupados consigo e seria bom que nos descanse.
Estamos procurando saber de si por várias vias, desculpe mas este é o preço da consideração e da amizade.
Esperemos que tudo esteja o melhor possivel consigo.

Abraço

PS - Peço a quem souber algo do Maracujá que contacte o Página Um ou o Timor Lorosae Nação, via e-mail ou nos comentários.