
Nao precisas de almofadas de veludo
Nem de lencois de seda
Um paraiso que tem tudo
So precisa de "irradicar a pobreza"
E ja vai sendo tempo concerteza
Estao-se acabando, desculpas esfarrapadas
Sei que o calor torrido da moleza
E o vento quando assopra e as rabanadas
Mas ainda nao perdi a esperanca
Essa sera a ultima a morrer
A fe, essa vai e volta em andanca
Como quem tarda a amadurecer
Quero me dar ao luxo de te apregoar
Como um bom cauteleiro vende cautelas
Tambem quero continuar-te a amar
E adorar tuas paisagens belas
Quero continuar a ser com orgulho, teu filho
Oh mae amada e sofredora
Quero ser teu filho sem cadilho
Oh mae querida e embaladora
Quero ver Labariks sadios
Com agua potavel e sanitarios
Nao quero pobreza que me da arrepios
Parques para desporto com balnearios
Que os jovens parem de morrer
De bala furtuita e assassina
Que se as troquem por muito comer
E que se pare com a chacina
Que todos nos um retiro facamos
Onde possamos os pecados reflectir
Que o resultado nos torne manos
Para que Timor possa progredir
Mau Dick
2/01/2010








