Wednesday, December 30, 2009

Sem titulo

Mesmo que fosse a preço de saldo
Ou oferecida a quem a tome
Faziam da mentalidade um caldo
Para tirar a barriga de fome

Não me vou alongar mais
Já que estamos em Semana Santa
Só quero do fruto beber sais
E deixar de pintar a manta

"Vesti-me de Branco" de Arroba

No auge do massacre

De branco me vesti

Sempre com o pensamento

Em Timor , em ti Díli.



Vesti-me de branco

Acendi mil velas
Sempre a pensar em ti

Por Timor, assim senti



Voltou a doer-me a alma

Quando à distancia

Te imaginei ilha em dor

Terra em disputa

Por mais de um senhor



Trago-te no coração

Filho fiel
Ilha, povo

País irmão

Timor em dor

Timor revolução



Timor

Tens o mar

As ondas

A maresia

E tens como filhos

Nascidos na poesia


Dessa ilha

De olhos postos

No oceano

Timor sonho

Inventado um dia.



Arroba



Venho retribuir a visita e agradecer de forma singela, desejando um 2010 com PAZ , AMOr e HARMONIA

"Caro Maracuja " Por KADUAK

D. Basílio quer nova mentalidade

A que eu chamo educação
Isto é que é uma banalidade
Sem amor nem tradição



Já se vê Jesus em banana

Agora urge vender a fruta

Eu vejo-o toda a semana

Aqui ao lado numa gruta



Shakespeare era católico

Assim como foi Camões

O Mau Rambo é acolito
D. Basílio avia sermões



Se vendessem mentalidade

O Povo não a podia comprar

Continuando com necessidade

Da velha mentalidade usar

"HERÓI MEU" de: Loriku Timor


O nascimento no paraíso da terra oprimida

A passagem na pátria amada

A juventude feliz e gozada

Com amor dos amados

Abrem-se as asas da liberdade

Nasceu o sonho pela liberdade

Liberdade traída e rasgada

Com Irmãos em guerra revolucionária

Divididos pelos princípios,

Princípios temporais

No tempo dos homens
Os homens temporais

No espaço e tempo do universo



Herói meu,

Armas em mãos

Na luta sem medo

Contra invasores estrangeiros

Deita-se o vosso corpo

Pelo colo da terra mãe

Pelo sonho da liberdade

Liberdade pelo rumo divergente

Divergência dos irmãos divididos

Traídos e abandonados

Sois da terra mãe, eis o vosso amor,
o vosso sonho, a vossa razão

A última suspira na vossa boca seca e bem amarga,

As lágrimas que choram

Na matança sem fim

O sangue derramado pelo amor sem condição


Terra mãe

Paraíso misterioso

Mistérios dos corpos perdidos e almas dos desaparecidos

Sem campas e esquecidos

Verdadeiros heróis e traídos,

Dos corações rasgados

Rasgados pelas verdades enterradas

Verdades dos irmãos guerreiros

Em guerra dos abandonados



Herói meu

Haveis-de lembrar

De novo sereis ressuscitado

Ressuscitado na memória dos seus filhos

Os filhos dos esquecidos,
dos bravos guerreiros sem medo

Herói meu

Mereceis a honra

Prometerei e direi

Não morrestes em vão

Por sois meu herói

Eis meu amor

Eis minha lembrança

A lembrança eterna e as saudades que doem

As dores dos que amam

Pela bravura na luta sagrada

Tombado pela pátria

A pátria libertada



Herói meu

O falecimento na terra oprimida,

mas sois a gloria eterna no paraíso libertado!

Saturday, December 26, 2009

Presidente Bombeiro!" Carlos Babtista

Presidente Bombeiro!


Temos presidente que e bombeiro
E tambem ja foi nobel da paz
Mas nao e nada justiceiro
E ainda acaba em Barrabas

Concorda em libertar carniceiro
Assassinos nao quer julgar
Temos presidente bombeiro
Que nem fogo sabe apagar

Presidente bombeiro, mas nao sapador
Presidente bombeiro, que nao e justiceiro
Assim nao havera paz no meu Timor
Onde quando o sol nasce, ve primeiro



Carlos Batista
3/09/09

Friday, November 27, 2009

" Ontem a noite sonhei!" de Carlos Batista

Ontem a noite sonhei!

Ontem a noite sonhei, Joao
Sonhei que se fazia justica
As vitimas da invasao
Acordei estava na missa

Vi dois cardeais
Com capacetes magistrais
Pediam esmolas com bornais
Gozavam ate nao poder mais

Vi criancas a chorar
Palhacos a actuar
Muita gente no bazar
Sem dinheiro para algo comprar

Ia a caminho da Nova Dili
Passand por Bessilau
Para comprar cumbili
Com o meu amigo "Bacalhau"

Carlos Batista

10/09/09

" Ao Santo Francisco Nascimento!" de Carlos Batista

Ao Santo Francisco Nascimento!

Estavamos cabisbaixos e com saudade
Eis que aparece o Santo Francisco
Mostra-nos fotos da nossa mocidade
Tira-nos a fome com tao belo petisco

Muita lagrima escorreu silenciosa
Muito palpitar de velhos coracoes
O nosso Timor, terra amorosa
Foi um comover de emocoes

Vimos terra, montanhas e mar
Vimos gente, por-de-sol e agua
Tambem vimos gente a cacar
E tambem sentimos muito magoa

Vimos muitos verdadeiros portugueses
Dos que fizeram Portugal orgulhoso
Tambem vimos muitos burgueses
Muitos labariks e um guloso

Vi o meu bairro dos grilos
Onde a meninice me enriqueceu
So nao vi foi renda de bilros
Ou sera que cego estava eu?

Vi areca, vi malus e ate o navio Timor
Vi barcaca, vi velas e ate o farol
Mas nao vi o meu amor
Tinha dor de cabeca e tomado um "Panadol"

Vi Balide, Taibesse e ate Baucau
Vi mulher bonita, mulher feia
Vi luta do galo e Tatamailau
Vi muita agua e tambem areia


Consegui ver o que ninguem viu
Consegui sentir o que ninguem sentiu
Uma dor enorme, que me feriu
A minha mocidade diak liu!

Carlos Batista Carlos Batista

13/09/09

" A Ilha Paraiso!" de Carlos Batista

Eramos jovens, sedentos "do todo da vida"
Viviamos na Ilha Paraiso que era Timor
Para nos a camaradagem era coisa sentida
Assim como belo, era o nosso Amor

Ilha cheia de magia e de sobrenatural
Ilha muito unica e muito linda
Que nem mesmo um vendaval
Nos atirava para a berlinda

Somos corpo e sangue de Portugal
Tecido de boa fibra e duravel
Que nem mesmo um vendaval
Apaga este espirito incansavel

Somos Reis, Parreiras, Pedruco, Braga
Somos Baptistas, Correias, Pires e Simoes
Tambem somos Pintos, Silvas e Fraga
E porque nao Machado, Nascimento e Magalhoes

E os anos foram-se passando lentamente
Passamos a ternura dos quarenta
Novos rebentos ja ecoam firmemente
Caminhamos agora pros sessenta

Mas a Ilha Paraiso Timor
E o nosso maior Amor
Que nos causa por vezes muita dor
Mas que nao nos faz mudar de "cor"


Carlos Batista

26/09/09

" Reviver Timor!" por Carlos Batista

E a noite fez-se dia
Num recanto da velha Lisboa
Com o suruboik como melodia
Festa de arromba, gente de Timor, coisa boa!

Os abracos e os beijos incessantes
Saudades levadas da breca
E o Jaime e a Eugenia
e o Victor Murteira e a Meca

Olha o Nascimento, a Celice, a Fernanda
A Maria Luisa, a Dulce e o Alfredo
A Lita Lay, a Luisa Cruz e o Daniel, que banda
Ecoam, vivas olas, meu Deus e Credo!


Serve-se um bom tintol e um aperitivo
Tudo numa grande surdina
Vem o ampta kali como digestivo
Espreitam olhares de esquina


Lembras-te quando fomos ao Kupao?
Eramos todos jovens saltitantes
Representamos a nossa seleccao
Ja nada e como dantes!


Mas o que bom acaba depressa
Chegamos finalmente a despedida
Depois do jantar servido em travessa
Dissemos adeus a toda a comitiva

Mas fizemos uma promessa
Juramento "soko laran"
Que festa nao seria so essa
Timor pro ano, 'haas laran"


Carlos Batista
2/10/09

Wednesday, October 07, 2009

"Presidente Bombeiro!" de Carlos Batista

Presidente Bombeiro!


Temos presidente que é bombeiro
E também nobel da paz
Mas não é nada justiceiro
E ainda acaba em Barrabas

Concorda em libertar carniceiro
Assassinos não quer julgar
Temos presidente bombeiro
Que nem fogo sabe apagar

Presidente bombeiro, mas não sapador
Presidente bombeiro, que não é justiceiro
Assim não haverá paz no meu Timor
Onde quando o sol nasce, vê primeiro



Carlos Batista
3/09/09

Thursday, August 20, 2009

A crianca do pim, pam, pum - Carlos Baptista

A crianca do pim, pam, pum

Ha uma crianca que mora
No corpo de cada um
A crianca do outrora
Aquela do pim, pam, pum

A crianca que fomos outrora
E a que nos faz agora lembrar
Que o mundo so melhora
Quando todos nos a acordar

Sentir-se hoje ainda crianca
E reviver o passado com ternura
Lembrar a juventude com pujanca
E ver-se livre da amargura

A crianca em nos nao termina
E ainda bem que isso acontece
Da a gente muita estamina
Coisa qua a gente muito padece

Carlos Batista
Maio 2009

"Adolescente, Nao " de Carlos Baptista

Adolescente, Nao

Adolescente mente
Nao sente
Nao lava dente
Nao quer ser crente
Nao planta semente
Quer colher, somente
Nao respeita a gente

Crianca
Inspira confianca
Nao pensa vinganca
Muito menos matanca
Nao pega em lanca
So tem esperanca
Confianca
E amigo da vizinhanca

Carlos Batista

"Crianca sofre" de Carlos Baptista

Quiz um dia ser flor
Mas tive a pouca sorte
De as abelhas sem pudor
Ao nectar dar o corte

Decidi tornar-me espiao
E virei mosca alcoviteira
O Obama com a mao
Acabou-me com a peneira

So me resta agora esperar
Que melhores dias aparecam
Para eu poder voltar a sonhar
Sem que males me padecam

Sonhar ainda nao paga imposto
Temos todos que aproveitar
Um sonho bem ao nosso gosto
Talvez ser ave, e voar, voar

Carlos Batista
19/06/09

"Quando todos nos a acordar" de Carlos Baptista

Sentir-se hoje ainda crianca
E reviver o passado com ternura
Lembrar a juventude com pujanca
E ver-se livre da amargura

A crianca em nos nao termina
E ainda bem que isso acontece
Da a gente muita estamina
Coisa qua a gente muito padece

Carlos Batista
Maio 2009

Saturday, May 30, 2009

PARA TI MULHER CORAJOSA!(Aung San Suu Kyi) de Zé da Lábia




PARA TI MULHER, CORAJOSA
QUE LUTAS PELA LIBERDADE
MERECES TODO O MEU CARINHO
DEIXEM FALAR A VOZ DA VERDADE

HÁS-DE VENCER UM DIA
ASSIM COMO VENCERAM OS TIMORENSES
POIS A LIBERDADE É MAIS FORTE
DO QUE A DITADURA DOS CASTRENSES

E TU QUE ÉS MULHER
E QUE LUTAS NUM NINHO DE SERPENTES
MERECES AINDA MAIS SOLIDARIEADADE
NA LUTA HEROICA DAS TUAS GENTES

ESPERO QUE OS HOMENS BONS DO MUNDO
ACORDEM DESTE TERRIVEL PESADELO
E AJUDEM O POVO BIRMANES
QUE TEM EM TI O SEU MELHOR MODELO

ZÉ DA LABIA

Wednesday, April 29, 2009

"Timor, sempre valeu a pena!" de Ze da Labia

Em memoria de todos quantos tombaram pela Patria, Nossa Amada)



Timor, sempre valeu a pena!


Sou pobre
Sou pequeno
Mas sou fruto
Da luta de um heroico Povo
Muitas vezes abandonado
Mal compreendido
E ate amaldicoado


Sou lenta no crescimento
Mas sou gigante em Historia
Fui esfarrapada
Mas nao me conseguiram por a nu
Tenho filho varoes
Que tardam em abracar
A realidade nua e crua

Mas la chegarei um dia
Porque o sol ainda brilha
Ao nascer da alvorada
E tambem nos acena com um sorriso
Ao cair do entardecer
Como quem quer dizer

Que sempre valeu a pena!


Um Abraco

Ze da Labia
17/04/09

Saturday, April 25, 2009

"De paz"

De paz:

VAMOS TODOS CANTAR A PAZ
POIS UNIDOS O CANTO REINFORCA
ESTA NECESSIDADE DO MOMENTO
DE QUE A UNIAO FAZ A FORCA

CANTEMOS EM VOZ BEM ALTA
PARA QUE NOS OUCAM NO PARAISO
CANTEMOS DE CORPO ERGUIDO
CABECA LEVANTADA E GRANDE SORRISO

CANTEMOS A PAZ HOJE E AMANHA
PARA SEMANA, PR'O MES E, SEMPRE
CANTEMOS COM VOZ GROSSA OU FINA
CANTEMOS O QUE A NOSSA ALMA SENTE

E QUANDO ESTIVERMOS CANSADOS
CANTEMOS AINDA MAIS ALTO
PARA QUE NINGUEM TENHA DUVIDAS
NA PLANICE OU NO PLANALTO

QUANDO FICARMOS ROUCOS
PEDIMOS EMPRESTADO NOVA VOZ
PARA MOSTRARMOS A TODO O MUNDO
QUE EM TIMOR NAO ESTAMOS SOS

VAMOS TODOS CANTAR A PAZ
COM TODA AQUELA GARRA E APRUMO
PARA QUE O NOSSO QUERIDO PAIS
INICIE HOJE UM NOVO RUMO

"Um poema de amor" de José da Lábia

De amor:

ESTAVA UM LINDO CASALINHO
A FAZER O QUE NAMORADOS FAZEM
DIZ ELA COM MUITO MIMINHO
DIZ-ME LA COISINHAS DOCES

ELE SEM PAPAS NA LINGUA
POFESSOR DOUTOR NA MATERIA
VIRA-SE, E DIZ PARA ELA:
ACUCAR, MARMELADA E MEL PULQUERIA


Ze da Labia

"De progresso" de José da Lábia

De progresso:

Vem ai a maratona de gala
No dia 20 de Maio
Ja todo o mundo fala
Menos o meu bicho papagaio

Papagaio passaro inteligente
E muito melhor como orador
Quando chegar o dito dia
Vai ver que vira monsenhor

Um ganda predio de 8 pisos
Vai ser construido em Timor
Nao quero muitos risos
Senao a trampa sai do contentor

Ze da Labia

"Guerrilheiro" de Alex Tilman

Traducao para portugues de autoria de Ze da Labia.



Guerrilheiro

uma ...
duas ...
balas que lhe penetram no peito
ele cai ...
levanta-se, alcanca a sua arma
faz fogo ...
pa pa pa pa ...

três ...
quatro ...
mais duas balas alojam-se no seu corpo
ele cai ...



Tradução para Inglês de anónimo


Fighter

one...
two...
bullets pierce his chest
he fell...
he gets up, reach his gun
he fires...
pa pa pa pa...

three...
four...
two more bullets stick to his body
he falls...

the red curtain falls from the heavens,
closing his eyes...

Silence...
peace, tranquility, in the forest
between Matebian and Ramelau

his body hits the ground
it lays there, in his country
he shouts "Victory!"

the war is over...


A cortina vermelha cai do céu,
fechando os seus olhos ...