Monday, December 31, 2007

MENSAGEM DE FIM DE ANO DO PRESIDENTE MAU DICK.

TIMORGUESES!
NESTA MENSAGEM DE FIM DE ANO,VENHO AQUI HOJE JUNTAR A MINHA VOZ, A LINDA ESCRITA DA MARIA ANGELA, E TAMBEM A DRAMATICA DEFESA DA LUSOFONIA DO VERISSIMO।(COM UMA DEFESA A COSTA PEREIRA DE CORREIA)EM 2008 O MEU PAIS ENVIARA PARA TIMOR UMA UNIVERSIDADE DE ENGENHARIA QUE FUNCIONARA PRINCIPALMENTE AOS FINS DE SEMANAPARA FORMAR FUTUROS ENGENHEIROS, COM MIRA NO CARGO DE GOVERNO।UMA CADEIA DE NOTICIAS EM LINGUA PORTUGUESA, TENDO EM CONTA AS MUDANCAS ORTOGRAFICAS PROMETIDAS।A UNIVERSIDADE VAI SER DIRIGIDA POR HENRIQUE CORREIA E A CADEIA DE NOTICIAS POR VERISSIMO।ASSIM QUE O "DUREZAS' ACABAR O TEMPO NO POSTO EUROPEU, SEGUIRA PARA DILI COMO EMBAIXADOR।OS MEUS VOTOS DE UM BOM ANO NOVO।

UM ABRACO

MAU DICK


Wednesday, December 26, 2007

“ História Antiga” de Miguel Torga




História Antiga
Era uma vez, lá na Judeia, um rei।
Feio bicho, de resto:
Uma cara de burro sem cabresto
E duas grandes tranças.
A gente olhava, reparava e via
Que naquela figura não havia
Olhos de quem gosta de crianças.

E, na verdade, assim acontecia.
Porque um dia,
O malvado,
Só por ter o poder de quem é rei
Por não ter coração,
Sem mais nem menos,
Mandou matar quantos eram pequenos
Nas cidades e aldeias da nação।
Mas, por acaso ou milagre, aconteceu
Que, num burrinho pela areia fora,
Fugiu
Daquelas mãos de sangue um pequenito
Que o vivo sol da vida acarinhou;
E bastou
Esse palmo de sonho
Para encher este mundo de alegria;
Para crescer, ser Deus;
E meter no inferno o tal das tranças,
Só porque ele não gostava de crianças.
Miguel Torga

Saturday, December 22, 2007

Presente de Natal


Quero que todos os dias
Sejam dias de Natal
Para todos terem alegria
E a ninguém lembrar o mal
Ò menino! Não te esqueças
De me dar um presente
Transforma todos os dias
Em Natais p'ra toda a gente।
Em Natais quentes de amor
Com cestos cheios de pão
Com luzes, sinos e febres
Com homens todos irmãos

"Natal dos Simples"


Vamos cantar as janeiras
Por esses quintais adentro
Vamos às raparigas Solteiras
Muita neve cai na serra
Só se lembra dos caminhos velhos
Quem tem saudades da terra
Vamos cantar orvalhadas
Por esses quintais adentro
Vamos às raparigas casadas
Quem tem a candeia acesa
Rabanadas, pão e vinho novo
Matava a fome à pobreza
Vira o vento e muda a sorte
Por aqueles olivais perdidos
Foi-se embora o vento norte
Já nos cansa esta lonjura
Só se lembra dos caminhos velhos
Quem anda à noite à 'ventura
Pam-pararan-ri-rí
Pam-pararan-ri-ri
Pam, pam, pam, pam।


Que Deus nos proteja ! ( De Manecas de Fatu Hada )



Mais um ano prestes a terminar
E Timor –Leste continua a chorar!
Falta de Amor!
Paz!
E respeito pelo próximo!
Para prenda de Natal!
Que Deus nos proteja !
Que Deus nos proteja!
Nos de aqueles sorrisos!
Jenuinos dos nossos garotos !

Feliz Natal e que o Ano Novo de 2008 seja repleta de muita paz e amor!
Manecas (de Fatu Hada)

"TIMORSEPIO" de Mau Dick




NUMA TENDA MANJEDOURA DO AEROPORTO
O S.JOSE XANANA MUITO ORGULHOSO
NAO TIRA OS OLHOS DO FILHO REINADO
AO LADO N.SENHORA HORTA DO AMOROSO

OS TRES REIS MAGOS ADORAM
SOCRATES,RUDD E BANBANG MAUN
OS ANIMAIS EM OPOSICAO BAFEJAM
NASCEU NOVO MESSIAS PR'A NASSAUM

E OS PASTIMORZINHOS MAIS UMA VEZ
LA TEM QUE AGUENTAR COM A FANFARRA
NESTA MUI LINDA QUADRA FESTIVA
CANTEMOS SENHOR,HINOS EM ALGAZARRA

A UN-ESTRELA CINTILANTE BEM ALTO
ALUMIA TIMOR INCANDESCENTEMENTE
MAIS REIS MAGOS SE APROXIMAM
POIS O "MENINO" E "GRANDE GENTE"

BOAS FESTAS DE NATAL, RESTO RESTO,
VENHA CA.

UM ABRACO

MAU DICK

Thursday, December 13, 2007

VEM AI O PAI NATAL

VEM AI O PAI NATAL
E MUITO ARROZ CHEGANDO
HA ALEGRIA NA CAPITAL
E A AMP VAI GAMANDO

SETE E MEIO PARA TI
SETE E MEIO PARA MIM
SETE E MEIO PARA ALI
PARA POVO NEM UM SHELIN

GONCALVES ESTA SORRIDENTE
E A GONCALVES MUITO MAIS
QUE GRANDE INCOMPETENTE
ESTE GOVERNO DE JACAIS

xinoco

"PONTE CAIS DILI" de Abe Barreto

Rai nakaras hakbesik mai dadaun
Ahi oan lampu Ponte Cais nian lakan-mate

Laloran tasi baku ba ninin
Hafurin fatuk ba’e sira

Istória lubun ida mós
Hein hela atu haklaken
Ba ita hotu
--
2007

@ Abé Barreto Soares

12:50 AM

Friday, November 30, 2007

CARO PAI NATAL E MAE NATALICIA

EM PRIMEIRO LUGAR DESEJO QUE ESTA MISSIVA

VOS ENCONTRE DE BOA SAUDE, POIS EU CA VOU
UMAS VEZES ANDANDO E OUTRAS DESANDANDO.
(OUVI DIZER QUE E DO CARUNCHO).

APROXIMA-SE O NATAL E TOMEI A LIBERDADE
DE LHES ESCREVER
COMO E DA PRAXE, E, AO MESMO TEMPO FAZER UNS PEDIDINHOS:

a) GOSTARIA QUE DESSEM AO ZE HORTA MUITA SAUDE,
PARA VISITAR 3 A 4 PAISES POR ANO.

E QUE 63 MILHOES DE EUROS 3 A 4 VEZES POR ANO
E MUITA BAGALHOCA;

b) GOSTARIA QUE INTERFERISSEM NO SENTIDO DO
ZE HORTA TER AUTORIDADE PARA NOMEAR
OS PREMIOS DA PAZ .
E QUE E MEIO CAMINHO ANDADO PARA A TALUDA;


c) EM ULTIMO LUGAR GOSTARIA QUE TROUXESSEM
MUITA PAZ E AMOR AO POVO DE TIMOR LESTE.



UM ABRACO

MAU DICK

Sunday, November 25, 2007

Pátria de Borja da Costa



Hino Nacional de Timor-Leste

==============================

Pátria, Pátria, Timor-Leste, nossa Nação. Glória ao
povo e aos heróis da nossa libertação.


Pátria, Pátria, Timor-Leste, nossa Nação.


Glória ao povo e aos heróis da nossa libertação.


Vencemos o colonialismo,
gritamos:


Abaixo o imperialismo.


Terra livre, povo livre,


Não, não, não à exploração.


Avante unidos firmes e decididos.


Na luta contra o imperialismo


O inimigo dos povos, até à vitória final.


Pelo caminho da revolução.

"OS MEUS BERLINDES" de Mau Dick

OS MEUS BERLINDES DE OUTRORA
CARO MANECAS AMIGO MEU
ERAM UNS GRANDES VENCEDORES
DO CAMPEONATO BERLINDE DE AILEU

AOS KALEIKS ERA UM MESTRE
VINHA SEMPRE EM PRIMEIRO LUGAR
UM FLICK DOS MEUS BERLINDES
UMA KALEIKADA DE FAZER GOZAR

NO JOGO DE ELASTICO CAMPEAO
ENTRAVAM SEMPRE A MATAR
UM FLICK DOS MEUS BERLINDES
ESTOU-ME AGORA A LEMBRAR

A MENINICE QUE NAO SE ESQUECE
NUM MUITO LONGINGUO TIMOR
OS ANOS VAO-SE PASSANDO
E EU CADA VEZ MAIS CHEIO DE AMOR

UM ABRACO

MAU DICK

Thursday, November 15, 2007

Minha pátria é minha língua, Mangueira meu grande amor. Meu samba vai ao Lácio e colhe a última flor.



CRIAÇÃO E TEXTO:
OSVALDO MARTINS

SINOPSE:
A esquadra comandada por Pedro Álvares Cabral, que deixou Lisboa em 9 de março de 1500, era a maior até então reunida para navegar no Atlântico. Não fez nenhuma escala até tocar a costa brasileira e era composta por 1500 tripulantes. Não se conhece, exatamente, os nomes das 13 embarcações.

Vencendo a fúria de ventos agitados,
Singrando “mares nunca dantes navegados”,
Lá vêm elas - tão frágeis e tão belas -
Sorriso aberto em suas velas:
Dez naus, três caravelas.

Muitos séculos antes do Descobrimento do Brasil, o Império Romano havia conquistado vastos territórios da atual Europa. Não foi uma conquista apenas política e territorial – foi também cultural. Os exércitos romanos impuseram seu idioma – o Latim vulgar – que em cada região deu origem a uma língua diferente (Português, Francês, Espanhol, Italiano, Romeno, etc.). O Latim, por sua vez, tem origem no Lácio, uma região do centro da atual Itália onde surgiu Roma.

Trazem a bordo um rico tesouro
Que não é prata nem é ouro.
É uma herança, uma bonança
Mais valiosa que um palácio:
A última flor do Lácio.
“Inculta e bela”, como Bilac cantou
És meu pendão, meu refrão,
Pura e singela, és minha flor na lapela
Que o tempo enfim consagrou.

O Português é hoje o sexto idioma mais falado no mundo. É a língua oficial de oito países dos cinco Continentes: Portugal, Brasil, Moçambique, Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. São cerca de 250 milhões de falantes, a maioria no Brasil. O idioma de Camões tem palavras que não encontram tradução em outras línguas. Exemplos: luar e saudade.

Brota em meu peito uma forte emoção
Quando vejo um cenário de tanta beleza!
Deus, em sua Criação, fez questão
De mostrar sua mania de grandeza
Quando dotou o Brasil, sua grande paixão
- e disso eu tenho certeza -
Do idioma que fala ao pulsar do coração:
A nossa Língua Portuguesa!

Ao chegar ao Brasil, trazido pelos descobridores em 1500, o Português sofreu primeiro a influência das línguas faladas pelos indígenas que habitavam o litoral: o Tupi e o Tupinambá. Mais tarde, o Português foi enriquecido por palavras do Banto e do Iorubá, idiomas falados por escravos africanos. Essas contribuições formaram o Português “brasileiro”, uma língua mestiça em constante evolução. Mais recentemente, no século 19, o Português falado no Brasil incorporou também expressões trazidas por imigrantes de várias partes do mundo.

O idioma de Camões, Eça e Pessoa
Aos poucos se abrasileirou
Com a fala dos índios e seu cantar
Misturando o tupi e o tupinambá.
Depois o negro da nação iorubá
Botou “axé” e todo o seu encanto
E até o samba que também é africano
Ganhou a “ginga” que veio do banto.

As influências indígena e africana eram tão fortes que os próprios jesuítas portugueses usavam esses idiomas - conhecidos como a “língua geral” - em sua catequese. Até que, em 1758, o Marquês de Pombal decretou, proibiu outro falar no Brasil que não fosse o Português. No ano seguinte, expulsou os jesuítas do país. A vigilância portuguesa impôs a ferro e fogo o decreto de Pombal e, graças a ela, produziu-se o milagre de hoje um país de dimensões continentais como o Brasil ter um único idioma. A língua é o maior símbolo da identidade e da integração nacional do povo brasileiro.

Foi seu Pombal quem garantiu
No carnaval do meu Brasil
O samba de uma fala só.
Em verso prosa o povo inteiro
Canta alegre, em “brasileiro”
No frevo, no choro e no forró.

Além de grandes autores portugueses como Luiz de Camões, Padre Vieira, Eça de Queiroz e Fernando Pessoa, o nosso idioma tem no Brasil outros tantos luminares: os cariocas Machado de Assis (primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras) e Olavo Bilac, o alagoano de Quebrângulo Graciliano Ramos (Vidas Secas, Memórias do Cárcere), o mineiro de Itabira Carlos Drummond de Andrade (Brejo das Almas, José), o fluminense de Cantagalo Euclides da Cunha (Os Sertões) e muitos outros, considerados clássicos da língua portuguesa.

Hoje a Mangueira, toda airosa
Engalanada em verde e rosa
Canta o idioma que ressoa
Do Oiapoque ao Chuí
Lembra Eça, louva Pessoa,
Inventa um passo e num abraço
Traz Lisboa para a Sapucaí.

Nos grandes mestres fui buscar
O enredo do meu samba pra contar
A saga de um povo altaneiro
De vidas secas nos sertões
De muita luta nos grotões
Como pregava Antonio Conselheiro.

Grandes poetas brasileiros, como Vinícius de Moraes, Chico Buarque, Cartola, Caetano Veloso, Guilherme de Brito e tantos mais encontraram no samba uma forma superior de falar à alma do povo. A música brasileira difundiu o idioma e aproximou a “última flor” da gente simples que canta, e se encanta.

Minha pátria é minha língua
Minha pena é minha espada.
A paixão não morre à mingua
Se é pra ti, mulher amada,
Que nos versos magistrais
De Vinícius de Morais
Sobre o amor ele proclama:
É “infinito enquanto dure”, e
“Imortal posto que é chama”.

Os poetas de Mangueira
Também sabem que a paixão
É sua melhor parceira,
Sua grande inspiração.
Foi o amor à minha Escola
Num preito de pura emoção
E ternura em cada rima
Que inspirou Mestre Cartola
A compor essa obra-prima
Que é “Sala de Recepção”.

Ó, amada Língua Portuguesa, poética, infinita... Quantos milhares, milhões de escritores, poetas, romancistas, histórias, personagens tu ocultas que por mais que se procure mais existe a desvendar! Bem sei que não cabes inteira no meu samba, que é pequeno demais pra te homenagear. Tão bela tu és que tinha de ser teu o primeiro museu. Não há no mundo outro igual, nem mesmo em Portugal. O endereço é um só, aquele que nos conduz à velha Estação da Luz - teu templo, tua morada, onde podes, como mereces, ser adorada.

Eu sou de uma estação
A Estação Primeira
Que me ensinou uma lição
Durante minha vida inteira:
Só meu samba me conduz
E só Mangueira traduz
A paixão mais verdadeira.

Mas se quero ter certeza
Que a magia e a beleza
Da nossa Língua Portuguesa
É maior do que supus
Pego o trem na minha estrada
E na última parada
Desço na Estação da Luz.

Em tempo: Esta mensagem > Minha pátria é minha lingua, cuja criação e texto é de Osvaldo Martins

Coleção reúne poesias de língua portuguesa



Da Redação
Mundo Lusíada

No passado dia 04 de outubro, foi lançado em Porto Alegre (RS) a Coleção Pôépurú, com poesias de Língua Portuguesa. O editor e poeta Paulo Bacedônio reuniu poetas clássicos e contemporâneos dos oito países de língua oficial portuguesa para este trabalho.

Com projeto de um livro de bolso "semi-artesanal", a Coleção Pôépurú tem uma tiragem de 50 mil exemplares, 22 páginas de poesia, com miolo impresso e capa colorida, acabamento manual e costurado com barbante.

O primeiro volume a ser lançado traz 5 poemas barrocos, de Manuel Botelho de Oliveira, poeta nascido em 1636 na Bahia, e falecido em 1711. Segundo a assessoria de Bacedônio, o primeiro poeta nascido no Brasil e o primeiro a publicar em livro. Em 1705 publicou Música do parnaso, obra que reúne poemas em português, espanhol, italiano e latim.

No volume 2, Sonetos, de Antero de Quental, poeta nascido em 1842 em Ponta Delgada, no arquipélago luso dos Açores, e falecido em 1891, é um dos maiores sonetistas da língua portuguesa, ao lado de Luís de Camões e Bocage.

O projeto que traz poesias de Brasil, Portugal, Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Cabo Verde e Timor Leste, foi lançado no Caffè di Trento, no Centro Cultural CEEE / Erico Verissimo (Rua dos Andradas, 1223 Porto Alegre, RS),

Editor e Poeta
Integrado no mundo poético, Paulo Bacedônio já esteve participando das Comemorações do Bicentenário de Nascimento do Poeta Manoel de Araújo Porto-Alegre, e como editor lançou em 2006 a publicação Colombo (fragmento do canto XXVI), uma edição especial de resgate histórico, com a ortografia da 1ª edição de 1866, em parceria com a Secretaria de Cultura de Rio Pardo/RS. Neste ano, lançou ainda Poemas, do poeta, professor, e crítico português António Soares.

É autor de obras como Embrionário (1996), Livro cálido (2005) e IV poemas (2006). Participou de Congressos Brasileiros de Poesia, em Bento Gonçalves/RS e do 1º Encontro Internacional de Poesia, com escritores brasileiros e uruguaios, além da 7ª Bienal Internacional de Poesia Visual/Experimental do México. E assim, tem divulgado seus poemas em diversos países.

Tuesday, November 13, 2007

DAR A LUZ(GERADOR DE ALTA TENSAO) de MAU DICK

VOU A TIMOR DAR A LUZ
COM GERADOR DE ALTA TENSAO
A NOITE PASSARA A SER DIA
LUZ PARA TODA A NACAO

OS RICOS NAO PAGARAO A TARIFA
MAS OS POBRES TAMBEM NAO
LUZ DE TIMOR LORON SAE
DE BORLA SEM PAGAR UM TOSTAO

O MEU GERADOR DE ALTA TENSAO
VAI EMPREGAR MUITO MALANDRO
PRECISA DE MUITA MANIVELADA
VOU COMECAR PELO LEANDRO

DEPOIS VEM O AMIGO REINADO
O GERADOR FICA MILITARIZADO
DA A LUZ AUTOMATICAMENTE
FICA A OPOSICAO MEIO ATRASADO

OS EX-DEPUTADOS DESEMPREGADOS
VAO SER OS SUPERVISORES
VAI HAVER LUZ COM FARTURA
EM CASA DOS SENHORES DOUTORES

UM ABRACO

de MAU DICK

ERNESTO “CHE” GUEVARA

Fitun Latina
Nabilan iha rai sabutar


Fó roman ba dalan leut sira
---
1997-2005

Abe Barreto Soares

Monday, October 22, 2007

"ELEGIA DAS ÁGUAS NEGRAS"

Olá Maracujá

Um grande abraço para todos os amigos da poesia.
Envio um poema de Eugénio Andrade em homenagem a Che Guevara. Um personagem mitico que já ultrapassou as ideologias que levam as sociedades a desentenderem-se.
Che, actualmente, faz parte da sociedade de consumo.
São os tempos que correm.


ELEGIA DAS ÁGUAS NEGRAS

PARA CHE GUEVARA

Atado ao silêncio, o coração ainda
pesado de amor, jazes de perfil,
escutando, por assim dizer, as águas
negras da nossa aflição.

Pálidas vozes procuram-te na bruma;
de prado em prado procuram
um potro, a palmeira mais alta
sobre o lago, um barco talvez
ou o mel entornado da nossa alegria.

Olhos apertados pelo medo
aguardam na noite o sol onde cresces,
onde te confundes com os ramos
de sangue do verão ou o rumor
dos pés brancos da chuva nas areias.

A palavra, como tu dizias, chega
húmida dos bosques: temos que semeá-la;
chega húmida da terra: temos que defendê-la;
chega com as andorinhas
que a beberam sílaba a sílaba na tua boca.

Cada palavra tua é um homem de pé,
cada palavra tua faz do orvalho uma faca,
faz do ódio um vinho inocente
para bebermos, contigo
no coração, em redor do fogo.

Eugénio de Andrade

Wednesday, October 17, 2007

Ukun Rasik An de Kaotay Sarmento

Fui hosi Wehali
Rai nia abut
Emar se Maubere
Timor nia abut
Ita hotu nia isin
Lolon ida de'it
Ita hotu nia klamar
Neon ida de'it

Ukun Rasik An!

-Kaotay Sarmento (RIP)

Tuesday, September 18, 2007

"HA’U NU’UDAR FATUK KI’IK IDA NE’EBÉ ITA BO’OT TUDA BA IHA KOLAN LARAN" de Abe Barreto




(Meditasaun Rai Nakaras Nian)

“wainhira moris nia instrumentu múzikal tomak sei atu toka, maka Ita Bo’ot nia liman mós sei atu hamosu knananuk domin nian.”
Rabindranath Tagore

Na’i, ha’u nu’udar fatuk ki’ik ida ne’ebé Ita bo’ot tuda ba iha bee kolan moos furak ida

No ha’u mout ba bee kidun

Teki-tekis husik hela laloran ki’ik, neneik-neneik hakbesik ba kolan ninin

Loro-matan nakaras
haklaken nia nabilan,
re’i bee kolan nia ibun kulit

Laloran ki’ik, ho maus hamosu furin
Laloran ki’ik, neneik-neneik halakon sira-nia an
---
2002-2005
Abe Barreto Soares

Monday, September 10, 2007

"Menino Magoado" de MGabriela Carrascalao


01-12-2006

Menino.... Abandonado,
rejeitado!
chorando!...
nas ruas de Dili!...
Secas! Poeirentas!
Menino magoado!
Perdido...
Angustiado!
Geme!
Garoto inocente!
triste, mal amado!
Menino esfomeado!
inocência violada !
criança usada!
rosto massacrado,
lágrimas !
de sangue jorrando!
nas ruas de Dili!...
Secas! Poeirentas!
Criança chorando!
Meu Menino,
garoto magoado!
Triste !...
abandonado!...


MGabriela Carrascalão
1-12-2006

"A CIDADE É UM CHÃO DE PALAVRAS PISADAS" de Ary dos Santos


A CIDADE É UM CHÃO DE PALAVRAS PISADAS


A cidade é um chão de palavras pisadas
a palavra criança a palavra segredo.
A cidade é um céu de palavras paradas
a palavra distância e a palavra medo.

A cidade é um saco um pulmão que respira
pela palavra água pela palavra brisa
A cidade é um poro um corpo que transpira
pela palavra sangue pela palavra ira.

A cidade tem praças de palavras abertas
como estátuas mandadas apear.
A cidade tem ruas de palavras desertas
como jardins mandados arrancar.

A palavra sarcasmo é uma rosa rubra.
A palavra silêncio é uma rosa chá.
Não há céu de palavras que a cidade não cubra
não há rua de sons que a palavra não corra
à procura da sombra de uma luz que não há.

ARY DOS SANTOS